Dez de dezembro – George Saunders

Dez de dezembro – George Saunders

Em comum, os protagonistas dos contos incluídos em Dez de dezembro têm a imaginação prodigiosa. Vários deles compartilham a capacidade de visualizar a si mesmos em circunstâncias especiais — o que requer, entre outras coisas, uma parcela de inquietação, um instante de ócio, vontade de exercitar a criatividade e uma perigosa tendência ao devaneio. Num instante, podem idealizar admiradores (uma adolescente), inventar um diálogo com o pai severo (um garoto) ou fantasiar, sem razão aparente, com uma casa mal-assombrada cravada num milharal (uma mulher).

Sergio Y. vai à América – Alexandre Vidal Porto

Sergio Y. vai à América – Alexandre Vidal Porto

Se você não tem nenhuma informação sobre Sergio Y. vai à América, talvez seja melhor não saltar para o texto (que não é exatamente uma resenha) e para a pequena entrevista. Num romance cheio de surpresas, como é o caso aqui, a imersão gradual faz parte da experiência de leitura.

Sandiliche

Sandiliche

Sandiliche é um livro que eu gostaria de ter lido quando era criança. Digo isso porque ele segue uma linha que eu mais ou menos idolatrava: ilustrações extraordinárias, alguma melancolia, uma narrativa cujas entrelinhas abrem espaço para um silêncio pensativo. Dizer que eu queria ter lido Sandiliche na infância é um elogio e tanto, e não é a mesma coisa que dizer que agora a experiência é descartável. Pelo contrário. 

Mary Poppins 80/50 ♡

Mary Poppins 80/50 ♡

Fui uma criança que qualquer um qualificaria de “retraída” e “calada”, mas berrava enlouquecida quando tinha a chance de assistir Mary Poppins (e isso não acontecia com frequência: a sala da minha antiga casa era um pouquinho diferente das outras salas, já que você não encontraria uma televisão ali). Tudo no filme me fascinava. Gostava das babás que saem voando, da bolsa de tapete que guarda todo tipo de quinquilharia, do cachorrinho Andrew trotando em algumas cenas.