Os melhores livros lançados em 2012

E então eu resolvi aderir à moda das listas de final de ano, aquelas que funcionam como um balanço geral de tudo o que passou etc. O que conta aqui é a literatura, e, por isso, nada mais apropriado do que destacar os melhores lançamentos de 2012 — na minha opinião, claro. Dois deles ainda não foram resenhados, mas isso será resolvido até janeiro.

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MELHORES LIVROS LANÇADOS NO PAÍS EM 2012

1Q84, Haruki Murakami (Alfaguara)

Quem leu o primeiro volume da trilogia lançada pela Alfaguara (tradução de Lica Hashimoto) não vê a hora de ter os outros dois em mãos. [Resenha]

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Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo, David Foster Wallace (Companhia das Letras)

Daniel Galera, um dos tradutores do livro, ressalta que a reunião de ensaios é uma boa porta de entrada para o acidentado (e fértil) terreno da obra de David Foster Wallace.

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Barba ensopada de sangue, Daniel Galera (Companhia das Letras)

Um dos melhores jovens autores brasileiros, Daniel Galera acertou em cheio em Barba ensopada de sangue. A narrativa é consistente e segura, sem floreios. A construção de diálogos verossímeis é o forte do autor. [Resenha]

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Os enamoramentos, Javier Marías (Companhia das Letras)

Intenso, profundo e ridiculamente bem escrito. Livro para deixar na cabeceira. Tanto a história como a maneira de contá-la, com os diálogos e fluxos de consciência, são irresistíveis. [Resenha]

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Serena, Ian McEwan (Companhia das Letras)

Em Serena, Ian McEwan manipula o leitor em direção a um dos desfechos mais brilhantes da literatura. [Resenha]

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Matisse, uma vida, Hilary Spurling (Cosac Naify)

Uma das biografias mais geniais e completas que já li. A trajetória de Matisse é colorida pela época e o lugar em que o pintor viveu e pelas pessoas que conheceu.

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Bonsai, Alejandro Zambra (Cosac Naify)

Pouco maior do que um conto. Ágil e descomplicado na linguagem, mas cheio de significados. Pra quem gosta de metaliteratura. [Resenha]

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Ar de Dylan, Enrique Vila-Matas (Cosac Naify)

Vila-Matas acerta em mais um livro. Vilnius Lancastre, obcecado pelo tema do fracasso e fisicamente parecido com Bob Dylan, ganha instantaneamente a simpatia do leitor. [Resenha]

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Um útero é do tamanho de um punho, Angélica Freitas (Cosac Naify)

Poesia feminista? Sim, mas os versos de Angélica Freitas extrapolam o mero ato de levantar bandeira. Como as pessoas, estão além de uma classificação. [Resenha]

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A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (Intrínseca)

Livro ganhador do Pulitzer. Mais do que no conteúdo, Jennifer Egan inova no formato neste elogiadíssimo A visita cruel do tempo. Tem até um capítulo escrito como uma apresentação de PowerPoint. [Resenha]

19 thoughts on “Os melhores livros lançados em 2012

  1. Taize Odelli

    Tua lista tá super combinando com a minha (se eu chegar a fazer). Adorei Barba ensopada de sangue, to amando Os enamoramentos, e meu deus Ficando longe foi MARAVILHOSO, acho que o que mais gostei entre todos. E aí com certeza entram A visita cruel do tempo e Bonsai. Lista mais que bela essa sua =D

    A minha ainda teria Livro, do José Luís Peixoto, Segundos Fora, do Martín Kohan, Contra o Dia, do Pinchão e O sentido de um fim, do Barnes. E Ulysses. E Fora do tempo, do David Grossman. E Habibi, só pra botar uma graphic novel aqui. =P

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  2. Flávia Cardoso

    Que delícia de lista.

    Li alguns desses e concordo plenamente. O resto vai ficar aqui na fila.
    Já tinha comprado 1Q84 e estou com dó de começar, pq gostei tanto de “Minha querida Sputinik” e “Norweggian Wood” que tenho pena de gastar tudo que o Murakami escreveu logo. Quero consumi-lo em doses homeopáticas. Claro que felizmente ainda há uma longa lista.

    Quando lembro que não comprei a primeira tiragem de “Enamoramentos”, que vinha com o extra, sinto vontade de chorar! Mas vou comprá-lo mesmo assim!

    Abraços,

    Flávia Cardoso.

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  3. Aline T.K.M.

    Lista poderosa! Vários deles estão na minha lista de muito desejados (David Foster Wallace, Marías, McEwan,…), já tenho na fila o 1Q84 e A Visita Cruel do Tempo. Já Bonsai, caramba, vi na livraria e babei no livro; quis muito e quase virou uma compra compulsiva (pena que na hora não levei, mas ainda quero, só tenho que dar uma agilizada na pilha enorme a ser lida antes).

    bjão
    http://livrolab.blogspot.com

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  4. Camila

    Achei o seu blog a pouco tempo, achei lindo e adorei as matérias. Usei esse seu post hoje ao fazer minhas compras pós-natal (sempre deixo para comprar depois, ganhando descontos e sem correr risco de comprar algo que irei ganhar) e escolhi 3 livros da lista que não tinha lido ainda, mas sempre vi ótimas resenhas dele: 1Q84, Barba ensopara de sangue e Os Enamoramentos.

    Feliz ano novo para você!

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  5. Pingback: Guadalupe, Angélica Freitas e Odyr | Livros abertos

  6. Lara

    Bela lista, Parabéns. Salvei todas as imagens com os comentários, para conferir a leitura em 2013. Feliz Ano Novo e boas leituras novas !!! Viva !!!1

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  7. Bruno

    Obrigado pela lista, Camila. Deles comprei 1Q84, Barba ensopada de sangue, Os enamoramentos, A visita cruel do tempo e Serena. Todos maravilhosos. Inclusive, a obra completa do Murakami entrou para a minha lista ‘quero ler’. Quanto a Bonsai, Ar de Dylan e Um útero é do tamanho de um punho (e os livros da Xinran), estou em busca deles. Lendo o blog, percebi – a sua extremamente perceptível – philiprothfilia e vi que só tinha lido O complexo de Portnoy, então, decidi me aventurar pelo Complô contra a América e a Pastoral americana. Philip é ótimo, mas ainda assim quem reina na minha biblioteca é Jorge Luis Borges. Ademais, das suas indicações, comprei ainda Jovens de um novo tempo, despertai!. Kenzaburo Oe é realmente um autor de extrema sensibilidade. Só achei que, no final das contas, faltou um livro nessa lista: os Poemas, do Adonis. Na espera do vencedor do Nobel do ano passado, se você esperou, como eu esperei, o resultado, provavelmente estava sabendo que o mais cotado a receber o dito prêmio era o Murakami (embora eu tenha certeza que você, assim como muitos outros, torcia pela vez do Philip), eu, particularmente, achava que seria o Adonis. Além de ter uma obra incrível, com toda aquela coisa de Primavera Árabe e o conflito na Síria, país do autor, pensei que o galardoado seria o dito-cujo. A Academia, por sua vez, nos surpreendeu com o Mo Yan. Torço como ninguém pra que chegue ano em que mais um lusófono seja premiado – oremos para que a Academia reconheça um autor digno de ser comparado Saramago. Acho Mia Couto uma boa aposta, mas como ele ainda sequer foi reconhecido com o Prêmio Camões a chance de eu ganhar essa aposta é mínima, pelo menos por enquanto.

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